✨ EDIÇÃO 18#
Tesão I Sexo I Gen Z I Addison Rae I Eusexua I Sabrina Carpenter I YSL I BSDM I Hook Up Culture
A edição de hoje começou como um post no meu Instagram em outubro do ano passado e ganha vida no SIGNALS graças ao incentivo do meu amigo Dimas Henkes e a última edição da sua newsletter, Nothing Really Matters – indico a leitura.
Um dos destaques do texto, grande inspiração da news de hoje, é a quote da cantora Robyn para a Rolling Stone durante a divulgação do seu próximo álbum, Sexistential: “O propósito da minha vida é continuar com tesão”.
No conceito da Robyn, “tesão” vai muito além do sexo. Hoje, quero falar justamente desse “sexo” que move, liberta e ajuda a nos conhecermos mais. Assunto não tão novo no meu Substack, já que apareceu nas edições 6 e 10.
Dominação Como Estética Pop
Sexo sempre vai ser um tema a ser explorado, ainda mais nos tempos atuais, com o fácil acesso à pornografia e aos aplicativos de relacionamentos. Ou seja: independente do ato, os desejos e imaginações vão estar sempre vivos e constantemente estimulados.
Depois da capa “polêmica” do último álbum da Sabrina Carpenter, Man’s Best Friend (2025), e de Eusexua (2025), da FKA Twigs, comecei a perceber uma representação interessante entre dominação e subordinação. Sharon Stone, ícone femme fatale dos anos 90, também trouxe esse toque na campanha da Mugler em junho do ano passado, e Nicole Kidman em Babygirl (2025)…
Dominação Como Estética Pop
Uma leitura mais literal, ligada ao universo BDSM e dominatrix, também apareceu na última temporada de moda em Paris, em marcas como YSL, Acne Studios e Matieres Fecales.
Outra newsletter que amo acompanhar é a Style Analytics. Na primeira parte da edição Culture Shifts for 2026 (and how they will affect fashion), é destacado algo que faz total sentido pro momento: estamos vivendo uma virada do “mostrar o corpo” para “representar o corpo”, com designers apostando em partes do corpo ou estampas que imitam o próprio corpo nas roupas. De exemplo? O trabalho do estilista Duran Lantink para a grife Jean Paul Gaultier.
Além do couro, o látex também foi um material recorrente em diversas coleções. Inclusive, Addison Rae apostou em uma estética mais kinky, com peças da Atsuko Kudo Couture Latex e August Barron. Durante suas apresentações da música Fame Is A Gun, Rae veste um look de mocinha housewife que se rasga em cena, revelando um conjunto de lingerie.
Se uma artista de 25 anos está pensando em suas fantasias intimistas e usando isso como um condutor da sua arte, o que impede de mais jovens explorarem a sua sexualidade?
Tesão Como Resistência
Como a squikajinx falou na edição Two Sides of the Same Coin: Purity and Hook Up Culture, “When society continues to live within the constraints of toxic sex culture, each generation will find solace in different parts of the cycle. Purity culture and hookup culture exist because of each other, and both are consequences of a destructive outlook on a very beautiful and natural act: sex.”
Enfim, resgatando esse lado mais do BDSM, consigo fazer duas leituras:
1. Uma reflexão sobre o cenário autoritário em que vivemos. A necessidade de permitir que nossa vulnerabilidade seja, de certa forma, dominada, seja através do sexo ou de outros meios, diante de tempos tão incertos e confusos.
2. Um chamado ao desejo de liberdade corporal. Quando abrimos mão do autocontrole, damos espaço para que desejos, fantasias e fetiches ganhem vida. Talvez seja um lembrete de que o corpo ainda é um território de expressão e troca. Este ano, inclusive, escrevi na minha newsletter sobre o esporte da luta e como ele também supre essa necessidade de contato e toque físico.
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os dedos pegaram fogo escrevendo essa edição! amei <3